Ex - Governador - Arthur da Silva Bernardes

Mandato: 07/09/1918 a 07/09/1922

Biografia

Natural de Viçosa (MG), nasceu em 8 de agosto de 1875 e faleceu em 23 de março de 1955
Filho de Ant√īnio da Silva Bernardes (portugu√™s) e Maria Aniceta Bernardes
Formação:  Bacharel em Direito - Faculdade de Direito de São Paulo - 1900

Atividades

  • Contador
  • Revisor de jornal
  • Estafeta
  • Professor de latim e portugu√™s
  • Advogado
  • Diretor de jornal
  • Presidente da C√Ęmara de Vi√ßosa - 1906
  • Deputado Federal - 1909
  • Secret√°rio de Finan√ßas no governo de Delfim Moreira - 1914 a 1918
  • Presidente do Estado de Minas Gerais - 1922
  • Presidente da Rep√ļblica - 1922-1926
  • Senador da Rep√ļblica - 1927

Trajetória

Graças ao seu esforço e perseverança, Arthur Bernardes conseguiu o título de bacharel em Direito. Os primeiros estudos foram em Viçosa; ainda adolescente, trabalhava para ajudar sua família. Esteve por dois anos no Colégio Caraça, mas teve de sair da instituição porque o pai não tinha como arcar com as despesas.

Quando soube da abertura de um concurso p√ļblico para o Externato do Col√©gio Mineiro em Ouro Preto, mudou-se para l√° para poder terminar os estudos secund√°rios e se preparar para ingressar na faculdade. Matriculou-se como aluno ouvinte na Faculdade Livre de Direito; posteriormente solicitou fazer as provas finais em segunda √©poca e acabou por conseguir a integra√ß√£o ao segundo ano. Em 1899, transferiu-se para a Faculdade de Direito de S√£o Paulo. Ap√≥s a formatura, retornou a Vi√ßosa e deu in√≠cio √† carreira de advogado. Ap√≥s a morte do pai, assumiu a responsabilidade de sustentar a fam√≠lia. A vida pol√≠tica teve in√≠cio por influ√™ncia do sogro, Carlos Vaz de Melo, figura importante na Zona da Mata. Quando o sogro faleceu, em 1904, assumiu o comando pol√≠tico municipal e a dire√ß√£o do jornal Cidade de Vi√ßosa. A partir da√≠, ocupou v√°rios cargos p√ļblicos at√© chegar √† Presid√™ncia do Estado de Minas Gerais e √† Presid√™ncia do Brasil, com 466.877 votos, ou seja, 56% dos votos v√°lidos.

 

Nos quatro anos de governo de Arthur Bernardes, o Brasil viveu em estado de s√≠tio. Foi um grande nacionalista, defensor do petr√≥leo brasileiro e da Amaz√īnia. Outra √°rea que Bernardes deu aten√ß√£o foi a da siderurgia. Na √©poca em que ocupava a Presid√™ncia do Estado de Minas Gerais, existia o chamado ¬ŅContrato de Itabira¬Ņ, que chamou a aten√ß√£o da opini√£o p√ļblica que ficaria dividida por quase 20 anos, j√° que levantava a quest√£o dos futuros caminhos do desenvolvimento brasileiro.

O capital proposto de investimento pelo empres√°rio norte-americano Farquhar era de 80 milh√Ķes de d√≥lares. A Itabira Iron proveria tudo: uma moderna ferrovia industrial (e teria sobre ela o monop√≥lio), instala√ß√Ķes portu√°rias e uma linha de navega√ß√£o. Na realidade, a siderurgia ficaria em segundo plano. Os interesses internacionais estavam no min√©rio de ferro e no mangan√™s, e a instala√ß√£o da sider√ļrgica era sempre protelada.

O projeto recebeu o veto e uma forte oposi√ß√£o do presidente do Estado, Artur Bernardes. Na Rep√ļblica Velha, os Estados eram "soberanos". Assim, o veto de Bernardes se sobrepunha √† aprova√ß√£o do presidente da Rep√ļblica, Epit√°cio Pessoa. Percival Farquhar tinha interesse na exporta√ß√£o do min√©rio; Bernardes, em construir um "imp√©rio sider√ļrgico". Quando Artur Bernardes chegou √† Presid√™ncia da Rep√ļblica, aumentaram os obst√°culos para os planos da Itabira Iron, incluindo uma lei que cobrava 3.000 r√©is por tonelada de min√©rio exportado. Isso tornava qualquer atividade exportadora proibitiva.

V√°rias crises pol√≠ticas abalaram o governo de Arthur Bernardes: o movimento de Borges de Medeiros no Rio Grande do Sul; a Revolta de 1924, em S√£o Paulo, e a Coluna Prestes. Na √°rea social, estabeleceu f√©rias anuais de quinze dias para comerci√°rios, oper√°rios e banc√°rios, reorganizou as caixas de aposentadoria e pens√£o. Ap√≥s terminar seu mandato, tomou posse no Senado em 1929. Por causa da sua participa√ß√£o como chefe das for√ßas mineiras na Revolu√ß√£o de 32, foi preso e exilado em Portugal. Com a convoca√ß√£o da Assembl√©ia Constituinte de 1934 por Get√ļlio Vargas, Bernardes retornou ao Brasil e foi eleito deputado federal. Perdeu o mandato em 1937 com a institui√ß√£o do Estado Novo. Em 1946 voltou √† C√Ęmara dos Deputados e participou da elabora√ß√£o da Constituinte de 1946. Sua √ļltima legislatura foi a de 1954.

Quando Arthur Bernardes foi presidente do Estado, ele criou em sua terra natal, Viçosa, a Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV), pelo Decreto 6.035, de março de 1922. Foi casado por quase 52 anos com Célia Vaz de Melo, com quem teve oito filhos.

OUTROS PRESIDENTES

Oleg√°rio Dias Maciel
04/08/1924 a 21/12/1924 e de 07/09/1930 a 05/09/1933
Oleg√°rio Dias Maciel
Wenceslau Braz Pereira Gomes
03/04/1909 a 07/09/1910
Wenceslau Braz Pereira Gomes
Tancredo de Almeida Neves
15/03/1983 a 14/08/1984
Tancredo de Almeida Neves
Rondon Pacheco
15/03/1971 a 15/03/1975
Rondon Pacheco
Raul Soares de Moura
07/09/1922 a 04/08/1924
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Noraldino de Lima
17/11/1946 a 20/12/1946
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Nísio Batista de Oliveira
04/11/1945 a 03/02/1946
Nísio Batista de Oliveira
Newton Cardoso
15/03/1987 a 15/03/1991
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Milton Soares Campos
9/03/1947 a 31/01/1951
Milton Soares Campos
Juscelino Kubitschek de Oliveira
31/01/1951 a 31/03/1955
Juscelino Kubitschek de Oliveira
   
Existe(m) presidente(s) cadastrados